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Furto de fios elétricos cresce no Grande ABC e afeta serviços públicos; região registra dois casos por dia

Foto do escritor: Mateus Silomar
Mateus Silomar
3 de ago.
2 min de leitura

O furto de fios e cabos elétricos continua impactando a infraestrutura urbana e os serviços públicos no Grande ABC. Entre janeiro e maio deste ano, a região registrou 281 ocorrências do crime, média de quase dois casos por dia, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Além dos prejuízos financeiros, o crime deixa um cenário de fios soltos, cabos cortados e estruturas danificadas, comprometendo a segurança da população e a prestação de serviços essenciais.


Santo André lidera o ranking de ocorrências, com 101 registros no período. Em seguida aparecem São Bernardo do Campo, com 80 casos, Mauá, com 43, e Diadema, com 39. Rio Grande da Serra contabilizou sete furtos, enquanto São Caetano do Sul registrou seis e Ribeirão Pires, cinco.


O problema voltou a ganhar destaque após criminosos furtarem a fiação do Centro Médico e de Especialidades de Rio Grande da Serra, na última segunda-feira (27). A ação interrompeu o fornecimento de energia elétrica da unidade, que precisou suspender os atendimentos. A previsão é que o serviço seja retomado apenas na quinta-feira (6). Enquanto isso, os pacientes estão sendo atendidos provisoriamente na sede da Secretaria Municipal de Saúde.


Para o professor de Direito da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e especialista em segurança pública, Fernando Schmidt, o avanço desse tipo de crime está relacionado a fatores econômicos e à facilidade de comercialização do material furtado.


Segundo o especialista, a falta de mecanismos eficazes de rastreamento favorece a atuação de receptadores que alimentam o mercado ilegal. Grande parte dos fios elétricos contém cobre, metal que pode alcançar cerca de R$ 60 por quilo no comércio clandestino.


No caso do Centro Médico de Rio Grande da Serra, foram levados aproximadamente 9,5 quilos de fios de cobre, o que representa um valor estimado de R$ 570 para os criminosos.


Apesar do retorno financeiro relativamente baixo, os prejuízos causados ao poder público e à população são significativamente maiores, incluindo custos de reposição da estrutura, interrupção de serviços e transtornos para milhares de usuários.


Especialistas defendem o fortalecimento da fiscalização sobre estabelecimentos que comercializam sucatas e metais, além da ampliação do controle sobre a cadeia de compra e venda de cobre, como forma de reduzir a receptação e desestimular esse tipo de crime.

 
 
 

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