AGU pede suspensão imediata do afastamento de diretor-geral da PF


A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a suspensão imediata da decisão que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A medida havia sido tomada em caráter liminar pelo ministro André Mendonça na manhã desta terça-feira (8), após pedido apresentado pelo partido Novo. A AGU também solicitou o retorno de Leandro Almada ao cargo de diretor de Inteligência da PF, igualmente afastado por determinação de Mendonça.
No pedido, a AGU argumenta que a decisão representa uma violação à prerrogativa constitucional do presidente da República para nomear e exonerar ocupantes de cargos de direção da Polícia Federal. O órgão também afirma que a saída repentina do diretor-geral pode comprometer o funcionamento das atividades de polícia judiciária e provocar desorganização institucional. Segundo a AGU, a decisão de Mendonça ocorreu após Fachin assumir a análise do conjunto de fatos relacionado à produção e à divulgação de relatórios de inteligência da PF.
A disputa ocorre em meio a uma série de decisões envolvendo ministros do STF e investigações relacionadas à Polícia Federal. No dia 3 de setembro, Alexandre de Moraes utilizou um relatório da PF para incluir Mendonça no inquérito das Fake News, sob sua relatoria. Posteriormente, Fachin determinou que as menções a Mendonça fossem encaminhadas a ele e concedeu prazo para manifestação do ministro. Na semana passada, Mendonça havia determinado a quebra do sigilo de relatórios da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master e reúne mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador da instituição.





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