Lei Maria da Penha completa 20 anos entre avanços e desafios

A Lei Maria da Penha completa 20 anos nesta semana consolidada como um dos principais instrumentos de proteção às mulheres no Brasil. Criada para combater a violência doméstica e familiar, a legislação ampliou os mecanismos de denúncia, proteção e punição dos agressores.
Apesar dos avanços, especialistas afirmam que ainda há desafios para garantir a efetividade da lei. Entre eles estão o descumprimento de medidas protetivas, a demora no atendimento às vítimas, a falta de estrutura da rede de proteção e a subnotificação dos casos.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, um aumento de 4,7% em comparação ao ano anterior. Desde que o crime passou a ser tipificado, em 2015, mais de 13,7 mil mulheres foram assassinadas por razões de gênero no país.
Outro desafio é o crescimento da violência praticada no ambiente digital, por meio de ameaças, perseguições e exposição nas redes sociais. Especialistas defendem que, além da aplicação rigorosa da Lei Maria da Penha, é necessário fortalecer a rede de atendimento, ampliar políticas públicas e promover ações de conscientização para reduzir a violência contra as mulheres.
A lei recebeu esse nome em homenagem à farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que sobreviveu a duas tentativas de feminicídio cometidas pelo então marido e transformou sua história em símbolo da luta pelos direitos das mulheres no Brasil.





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