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Tarcísio ameaça romper contrato com Trívia Trens após falhas e incêndio em composição

Foto do escritor: virtupoliticacom
virtupoliticacom
24 de jul.
2 min de leitura

Governador afirma que concessionária poderá perder a concessão caso não cumpra as obrigações previstas em contrato; CPTM retomará operação assistida das linhas por até 90 dias


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (23) que o Governo do Estado poderá declarar a caducidade do contrato da Trivia Trens caso a concessionária não consiga cumprir as obrigações estabelecidas na concessão das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A declaração ocorreu após um incêndio em uma composição interromper a circulação nas três linhas, obrigando passageiros a desembarcarem e caminharem pelos trilhos na região da Estação Tatuapé, na zona leste da capital. O governador classificou o episódio como “inaceitável” e afirmou que a empresa estará sujeita a sanções caso as falhas persistam. “Se a empresa não conseguir cumprir aquilo que está previsto no contrato, ela vai ter sanções e a gente também não vai hesitar em algum momento de tirar a empresa do contrato e aplicar uma caducidade”, declarou durante agenda em Ourinhos.


Diante dos problemas registrados desde que a concessionária assumiu integralmente a operação das linhas, na última terça-feira (21), a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) retome, de forma assistida e por até 90 dias, a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em conjunto com a empresa privada. Segundo o governador, esse mecanismo já estava previsto no contrato de concessão como medida de proteção ao serviço, inspirado nas experiências anteriores de privatização das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.


Tarcísio ressaltou que a retomada temporária da operação pela CPTM busca garantir a continuidade e a segurança do transporte ferroviário enquanto a concessionária trabalha para normalizar o serviço. De acordo com o governador, a cláusula contratual permite a intervenção da estatal sempre que houver insuficiência operacional por parte da empresa responsável, assegurando que os passageiros não sejam prejudicados em casos de falhas recorrentes.

 
 
 

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