Uma em cada dez crianças do Grande ABC tem peso inadequado


No Grande ABC, uma em cada dez crianças de até 5 anos apresenta peso abaixo ou acima do considerado adequado. Dados do Sisvan (Vigilância Alimentar e Nutricional), do governo federal, mostram que, entre as 50.012 crianças avaliadas na região, 1.563 (3,1%) estão com peso baixo ou muito baixo, enquanto 3.817 (7,6%) apresentam sobrepeso ou obesidade. No total, 10,7% das crianças avaliadas estão fora da faixa considerada ideal. No Estado de São Paulo, os índices são de 2,6% para baixo peso e 6,9% para excesso de peso.
Segundo a pediatra Thatyana Turassa Ernani, do INKI, a alimentação inadequada durante a primeira infância pode provocar consequências que se estendem por décadas. A falta de nutrientes pode comprometer o desenvolvimento motor e cognitivo, enfraquecer o sistema imunológico e aumentar a vulnerabilidade a infecções. A privação nutricional também está associada a maior risco de diabetes e doenças cardiovasculares na vida adulta, pior desempenho escolar e até comprometimento da estatura final. A especialista ressalta ainda que o excesso de peso não significa necessariamente uma alimentação adequada, já que a criança pode consumir muitas calorias e, ao mesmo tempo, apresentar deficiência de ferro, zinco e vitaminas essenciais, situação conhecida como “dupla carga de má nutrição”.
O consumo elevado de alimentos ultraprocessados também está relacionado às condições socioeconômicas das famílias. De acordo com a pediatra, esses produtos costumam ter preços mais acessíveis, maior prazo de validade e forte presença na publicidade, fatores que podem influenciar as escolhas alimentares de famílias com orçamento limitado. Para Thatyana, a primeira infância é uma fase decisiva para a formação da saúde





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